Cuidados paliativos: o caminho para aliviar o sofrimento na enfermagem geriátrica, por Nathalia Belletato

By Rollang Barros Tenis 6 Min Read
Nathalia Belletato
Nathalia Belletato

De acordo com Nathalia Belletato, pós-graduada em saúde pública, os cuidados paliativos visam oferecer conforto e dignidade para pacientes em fase terminal, focando no alívio do sofrimento físico, emocional e psicológico. Na enfermagem geriátrica, essa abordagem é essencial para idosos que enfrentam doenças crônicas e avançadas. Explore aqui a importância do cuidado humanizado, estratégias para o manejo da dor e o papel fundamental da equipe de enfermagem na promoção de qualidade de vida.

O que são cuidados paliativos e qual sua importância na geriatria?

Cuidados paliativos são intervenções voltadas para o alívio do sofrimento e melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças graves ou incuráveis. Na geriatria, isso envolve tratar não apenas os sintomas físicos, mas também aspectos emocionais, espirituais e sociais. Idosos em fase terminal muitas vezes enfrentam múltiplos desconfortos, como dores crônicas, dificuldades respiratórias e limitações funcionais. 

A enfermagem tem um papel essencial ao oferecer suporte contínuo, garantindo um ambiente acolhedor e respeitoso para o paciente e sua família, facilitando o enfrentamento dos desafios diários dessa fase. Como expõe a enfermeira Nathalia Belletato, a abordagem paliativa contribui para que os idosos vivenciem seus últimos dias com dignidade e o máximo de qualidade de vida possível.

Como a enfermagem pode proporcionar conforto físico para idosos em fase terminal?

O manejo da dor é uma prioridade nos cuidados paliativos geriátricos. Segundo a entendedora Nathalia Belletato, os enfermeiros monitoram constantemente os sinais de desconforto, ajustando terapias medicamentosas e aplicando técnicas não farmacológicas, como massagens e mudanças de posição. Além disso, cuidados com a higiene, hidratação e alimentação adaptada são fundamentais. 

Essas práticas reduzem complicações, minimizam o sofrimento físico e promovem maior conforto, respeitando sempre os limites e preferências do paciente, criando um ambiente onde o idoso se sinta acolhido. O cuidado individualizado é fundamental para garantir que o paciente tenha uma experiência menos dolorosa e mais tranquila, favorecendo uma recuperação mais suave e menos angustiante

Nathalia Belletato
Nathalia Belletato

Qual é o papel do suporte emocional nos cuidados paliativos?

O suporte emocional é uma parte crucial dos cuidados paliativos. Idosos em fase terminal muitas vezes enfrentam sentimentos de medo, tristeza e isolamento. Os enfermeiros oferecem escuta ativa, apoio psicológico e palavras de conforto para reduzir essas angústias. A presença constante e atenta da enfermagem ajuda a criar um ambiente de segurança. 

Para os familiares, o suporte emocional também é essencial, pois eles vivenciam um período de luto antecipado e desafios emocionais ao acompanhar o processo de despedida, fortalecendo a conexão afetiva entre todos os envolvidos. Para a entusiasta Nathalia Belletato, esse apoio psicológico é vital para o bem-estar do paciente e de sua família, ajudando a lidar com a dor emocional do processo.

Como envolver a família nos cuidados paliativos geriátricos?

A participação da família é fundamental no cuidado de idosos em fase terminal. Os enfermeiros atuam como facilitadores, orientando os familiares sobre a condição do paciente e ensinando técnicas simples de cuidado. Como demonstra a comentadora Nathalia Belletato, esse envolvimento fortalece o vínculo afetivo e oferece ao paciente uma sensação de proximidade e carinho. 

Além disso, a capacitação dos familiares contribui para que eles possam lidar melhor com a situação e oferecer suporte efetivo ao ente querido, proporcionando um cuidado mais contínuo e humanizado. Ao se sentirem preparados, os familiares podem fazer a diferença no processo, oferecendo alívio e conforto ao idoso, criando um ambiente mais tranquilo e seguro para o paciente durante seus últimos momentos.

De que forma a humanização impacta os cuidados paliativos?

A humanização dos cuidados é um princípio essencial na enfermagem geriátrica paliativa. Isso significa tratar o paciente com respeito, empatia e individualidade, considerando suas preferências e valores até o fim da vida. Pequenos gestos, como respeitar horários de visitas e garantir um ambiente acolhedor, fazem uma grande diferença e demonstram sua gentileza. 

A humanização fortalece o sentido de dignidade do idoso e ajuda a transformar os últimos momentos em experiências de serenidade e paz, criando uma atmosfera de compreensão e respeito. Esse cuidado humanizado oferece uma experiência final mais digna e confortável para o paciente, além de ajudar os familiares a lidarem com a despedida de maneira mais tranquila.

Por fim, os cuidados paliativos na enfermagem geriátrica são uma combinação de técnicas clínicas, suporte emocional e uma abordagem profundamente humanizada. Como indica a enfermeira Nathalia Belletato, ao aliviar o sofrimento físico e promover conforto emocional, os profissionais de enfermagem desempenham um papel essencial na vida de idosos em fase terminal e suas famílias. Essa prática não apenas proporciona dignidade ao paciente, mas também traz alento em um momento de extrema sensibilidade.

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