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Como a tecnologia ajuda a melhorar a vida das pessoas

A inclusão financeira, possibilidade de acesso a serviços financeiros e a recursos disponíveis independente da condição socioeconômica, é um grande desafio em todo o mundo. Especialmente em países em desenvolvimento, onde grande parte da população não possui acesso a serviços básicos como contas bancárias ou empréstimos, é crucial o investimento para permitir às pessoas a alavancagem entre classes.

A tecnologia pode ser uma grande aliada na promoção da inclusão financeira e na melhoria da vida dos menos favorecidos no mercado nacional.

Cenário do mercado de crédito e bancarização no Brasil

No Brasil, ainda há uma grande sub-bancarização da população de forma extensa no mercado, de acordo com o BNDES, o que restringe o potencial de avanço econômico e desenvolvimento nacional. Esse aspecto impede uma considerável parte da sociedade de acessar recursos como empréstimos pessoais, financiamentos e etc, impedindo que consigam investir em seus próprios objetivos.

Não se trata apenas de oferta de produtos bancários ou de geração de empréstimos pessoais para girar a economia, consumo e etc., mas a efetiva capacidade de estratificação social que é imposta por essa condição.

Sem acesso a empréstimos, que nada mais são que uma fonte de recursos financeiros extras à rotina de receitas e despesas comuns, a mobilidade social fica precarizada ao impedir a possibilidade de investir em seus negócios ou em sua educação e de resolver problemas imediatos, o que pode impedir o crescimento econômico do país.

Ainda de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é possível traçar um perfil do comportamento financeiro do brasileiro de baixa renda em relação a crédito e investimentos em si mesmo.

Mesmo considerando um alto percentual de brasileiros de baixa renda que possuem conta bancária, existem 23,5 milhões de pessoas na época do estudo que são consideradas desbancarizadas (eram 54,8 milhões de brasileiros com renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo, R$ 550,00, na época da pesquisa).

Destes, quase 20% fazem empréstimos pessoais, o que sugere que muitos estão dispostos a buscar alternativas para lidar com imprevistos financeiros ou investir em suas vidas, além de contar com as fontes principais de receita, como trabalhos e bicos.

No entanto, é preocupante ver que poucos investem em si mesmos através de cursos e capacitação profissional, e menos ainda possuem seguro de vida ou previdência privada e investem em ações ou fundos de investimento.

Isso mostra que há espaço para melhorias no comportamento financeiro dos brasileiros menos favorecidos (e oportunidade de crédito para viabilizar isso), especialmente em relação a investimentos de longo prazo que podem trazer benefícios significativos para suas vidas.

Como a tecnologia pode ajudar

Felizmente, a tecnologia pode ajudar a superar esses obstáculos e promover a inclusão financeira. Usando dispositivos móveis e plataformas online, as pessoas podem acessar serviços financeiros básicos de maneira mais conveniente e acessível, especialmente porque muitas comprovações exigidas no passado foram atualizadas nos novos modelos de negócio de crédito e empréstimo.

Por exemplo, as fintechs (empresas que oferecem serviços financeiros usando tecnologia) têm se mostrado cada vez mais eficazes em alcançar brasileiros que antes eram excluídos do sistema financeiro tradicional.

Um exemplo é a fintech brasileira SuperSim, de empréstimo online, que tem sido capaz de oferecer serviços financeiros mais acessíveis e convenientes do que os bancos tradicionais, sendo uma boa opção para quem vive em áreas rurais, possuem baixa faixa salarial ou até mesmo estão negativadas (que possuem dívidas, com algum protesto ou empréstimo pendente), grupos para os quais é impensável para os grandes brancos oferecer empréstimo, pois são considerados “empréstimos de alto risco”.

Contando com grande parte de inteligência artificial e análise de dados para avaliar de fato o risco de empréstimos de forma mais precisa, não apenas considerando histórico, score de crédito e outras variáveis mais comuns, é possível permitir que a fintech ofereça empréstimos para pessoas que não teriam acesso a crédito de forma geral.

A importância da educação financeira quando fizer um empréstimo pessoal

Fazer um empréstimo pessoal online, seja de grandes quantias de dinheiro ou mesmo um microcrédito, pode ser uma excelente opção em momentos de necessidade financeira. Porém, é importante lembrar que esse empréstimo pessoal deve ser gerenciado adequadamente para manter sua saúde financeira em dia. Caso contrário, o empréstimo pode se tornar mais um problema e causar ainda mais complicações financeiras.

Além das noções básicas, como ter certeza de que você pode pagar as parcelas do empréstimo, é importante também organizar a “casa”. Existem diversas formas para isso, desde aplicativos de gestão de finanças até a boa e velha planilha no Google Docs.

Mas lembre-se, antes de fazer o empréstimo, é importante mapear seu orçamento para entender as despesas e receitas mensais, verificando se há espaço para o pagamento das parcelas e as demais contas essenciais.

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