Assim como destaca Valderci Malagosini Machado, a qualidade de uma obra não nasce de soluções complexas ou excessivamente sofisticadas, mas da soma de decisões simples tomadas com consciência técnica. Muitas falhas construtivas atribuídas à execução, na prática, têm origem em escolhas iniciais mal avaliadas, como especificações genéricas, ausência de critérios claros ou tentativa de economias pontuais que comprometem o desempenho do conjunto.
Em projetos de qualquer porte, decisões aparentemente básicas, como o tipo de sistema construtivo, a escolha de materiais compatíveis e a definição correta das interfaces entre elementos, exercem influência direta sobre a estabilidade, a durabilidade e a facilidade de execução. Quando essas escolhas são feitas de forma criteriosa, a obra tende a fluir com menos improvisos e resultados mais consistentes.
Simplicidade técnica como estratégia de eficiência
Valderci Malagosini Machado esclarece que decisões simples não significam decisões superficiais. Optar por soluções construtivas conhecidas, bem testadas e adequadas ao contexto do projeto reduz riscos e aumenta a previsibilidade. Sistemas excessivamente complexos, quando mal compreendidos ou mal executados, tendem a gerar retrabalhos e dificuldades desnecessárias.
A simplicidade técnica facilita o entendimento por parte das equipes de obra, melhora a comunicação entre projeto e execução e reduz a dependência de ajustes em campo. Quanto mais claro é o sistema adotado, menores são as chances de interpretações divergentes que comprometem o resultado final.
Além disso, soluções simples costumam apresentar melhor relação custo-benefício, pois reduzem desperdícios, aceleram etapas e diminuem a necessidade de correções posteriores.
Escolhas iniciais e seus reflexos no canteiro
Grande parte dos problemas enfrentados durante a execução surge quando o projeto não considera as condições reais do canteiro. Conforme elucida Valderci Malagosini Machado, decisões conscientes levam em conta logística, mão de obra disponível, sequência construtiva e compatibilidade entre sistemas. Ignorar esses fatores transforma o canteiro em espaço de adaptação constante.
Quando as escolhas iniciais respeitam a realidade da obra, o processo se torna mais organizado. Materiais chegam no momento adequado, as etapas seguem ordem lógica e as equipes conseguem manter ritmo produtivo. Essa organização reduz atrasos e cria ambiente mais seguro e controlado.

Outro ponto importante é a redução de soluções emergenciais. Quanto menos improviso, menor o risco de falhas técnicas que se manifestam apenas após a entrega do empreendimento.
Impacto direto na qualidade final e na durabilidade
Decisões simples, quando tecnicamente corretas, contribuem para estruturas mais estáveis e sistemas mais duráveis. Materiais compatíveis entre si, detalhes bem resolvidos e soluções coerentes com o uso previsto diminuem a incidência de patologias ao longo do tempo.
Valderci Malagosini Machado esclarece que muitas intervenções corretivas podem ser evitadas se escolhas básicas forem melhor avaliadas no início. Fissuras recorrentes, infiltrações e desgaste precoce costumam ser consequência de decisões apressadas, não de falhas estruturais graves.
Ao priorizar soluções conscientes, o edifício envelhece de forma mais equilibrada, exigindo menos manutenção corretiva e preservando sua funcionalidade por mais tempo.
Facilidade de manutenção e adaptações futuras
Outro reflexo positivo das decisões iniciais bem orientadas está na manutenção e nas possíveis adaptações do edifício. Sistemas simples e claros facilitam inspeções, reparos e ajustes futuros. Isso é especialmente relevante em edificações sujeitas a mudanças de uso ou ampliações ao longo da vida útil.
Segundo Valderci Malagosini Machado, quanto mais racional é a base construtiva, maior é a flexibilidade do edifício. Intervenções futuras tornam-se menos invasivas, mais rápidas e com menor impacto sobre a estrutura original.
Construir bem começa antes da execução
A execução de qualidade é consequência direta do planejamento técnico. Obras bem-sucedidas não dependem de soluções mirabolantes, mas de decisões simples tomadas com responsabilidade e visão de longo prazo. Cada escolha inicial carrega efeitos permanentes sobre o desempenho da edificação.
Ao compreender o valor dessas decisões, a construção civil avança para um modelo mais racional, eficiente e confiável. Valderci Malagosini Machado conclui que construir bem é, antes de tudo, decidir bem desde o começo, criando bases sólidas para uma obra que funcione corretamente não apenas na entrega, mas ao longo de toda a sua vida útil.
Autor: Rollang Barros Tenis
